Ponto Novo Bahia




Ponto Novo surgiu na margem direita do Rio Itapicuru-Açu, na extremidade norte do então município de Saúde, região de Jacobina, por volta do início de 1946. Nasceu com o advento da construção de uma ponte sobre o rio, na estrada que ligaria Feira de Santana a Juazeiro, ambos na Bahia. O número de operários nas margens do rio era um convite para os “mascates”, vendedores diversos. Um velho senhor de nome Luciro era um deles, e se deslocava de Saúde com um jumento, levando uma carga de pães para vender. Sob o sol quente, ele achou por bem fazer um barraco de palha de ouricuri para repousar. Outros o acompanharam na empreitada. Com o calor e o descuido de alguém, uma pequena brasa incendiou todos os ranchos e o acampamento virou cinzas. Alguém resolvera a questão construindo um barraco de barro, ou de taipa, como conhecemos. Então outros repetiram a façanha. Com o aumento de casas e o grande número de pessoas já se reunindo em volta delas, resolveram, com a devida permissão e participação dos proprietários das terras, limpar uma área para realizar o que seria a feira, ou seja, venda de produtos. Feira esta, que aconteceu num domingo, quando foi abatida a primeira rês, pelo Sr. Lafaiete Maia Freitas, à sombra de um umbuzeiro existente nas proximidades do povoado. O povoado foi iniciado em terras da Fazenda Capim Grosso, de propriedade dos Srs. Agnelo Pereira do Amaral e Leovigildo Ferreira da Silva. Conta-se que devido à grande quantidade de tocos existentes nessa fazenda, a feira passou a ser conhecida como a Feira da Rua do Toco, tendo alguns dos primeiros comerciantes, os Srs.: Lafaiete Maia Freitas (Sr. Maroto), Ovídio Q. Gama, Pedro Mascate, Antônio Pereira, Zeca Cândido entre outros. Admite-se, que a Rua do Toco teve ainda o nome de Várzea da Telha, denominação esta, advinda da produção de telhas na várzea pertencente hoje a Altino C. Araújo, nas proximidades do Clube Itapicuru. O nome de Ponto Novo foi uma idéia dos operários da construção da ponte, que após a sua conclusão, queriam que lugarejo fosse chamado de Ponte Nova, homenagem justa, feita à nova construção. Outros alegando existir outro lugar com o mesmo nome, opinaram por Ponto Novo, visto que se tratava realmente de um “ponto” novo na região. A partir da década de 50, o povoado de ponto Novo, pertencente à Saúde, então distrito de Campo Formoso, tem sua população aumentada, através do processo migratório. Com a emancipação de Caldeirão Grande, torna-se distrito deste. Neste período, Já contava com sistema de eletrificação a motor. O abastecimento de água era feito através de animais ou mesmo por potes transportados do rio pelos próprios moradores. Com o aumento progressivo da população, é manifestado o interesse dos políticos locais em tornar Ponto Novo um município. E assim, no dia 08 de janeiro de 1989, houve o PLEBISCITO, onde a população do então distrito de Ponto Novo confirmou nas urnas o desejo de ter a Independência Política. O processo de emancipação foi encaminhado a Assembléia Legislativa do Estado, e a Lei Estadual n° 4837/89, de 24 de fevereiro de 1989, que foi publicada no Diário Oficial no dia 25 de fevereiro de 1989, criou o município. Com a emancipação, foi incorporado ao município o distrito de Barracas e o povoado de Limeira. Ponto Novo teve a sua primeira eleição em 03 de outubro de 1989, elegendo seu primeiro prefeito, o Sr. Nelson Maia. Fonte. pontonovobahia.com.br



Comentários

Joselito disse…
oLÁ!
Gostaria que fosse acrescido o nome do autor do texto bem como a origem: Nossa história, nossa Gente
de Joselito Venancio da Silva...
(Veja no site www.pontonovobahia.com.br)