Escultura dos Indios Santa Cruz Cabrália

Santa Cruz Cabrália

A cidade exala História por todas as ruas, becos e cantos.
Fundada no alto de um platô, Santa Cruz Cabrália ainda hoje conserva seu casario colonial de 1535, data oficial do seu nascimento. A cidade é dividida em parte Alta e Baixa, seguindo uma tradição lusitana. O Centro Histórico, na praça da Matriz, destaca-se pelas edificações seculares da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e da Casa de Câmara e Cadeia,  o mais antigo conjunto arquitetônico do município.
Com a proposta inovadora de ser um museu natural ao ar livre, o Museu Aberto do Descobrimento estende-se ao longo de 130km, abrangendo os municípios de Prado e Porto Seguro, além de Santa Cruz Cabrália. As inusitadas “galerias” são, na verdade, praias, vales e trilhas naturais. Seu “acervo” é composto por um conjunto de acidentes geográficos e núcleos urbanos tradicionais, dispostos como peças em exposição permanente. Descrito em documentos antigos, o Museu é o memorial da 1° Missa celebrada em terras tupiniquins.
Surgida a partir da capitania de Porto Seguro, primeira morada das naus lusitanas, a cidade exala História por todas as ruas, becos e cantos. Na principal praça, em frente ao mar e a Coroa Vermelha, uma monumental Cruz Latina remonta aos 500 anos do Descobrimento. Assinada pelo renomado artista plástico Mário Cravo Jr., a escultura em aço inox, de 63 toneladas, 13 metros de altura e braços de 5 metros de comprimento, montados numa geometria cruciforme, à maneira de uma rosa dos ventos, tem suas extremidades orientadas na direção dos pontos cardeais. A base é de granito maciço, verde e creme.
No Terminal Turístico da Coroa Vermelha, dentro da Unidade de Conservação de mesmo nome, funciona um espaço receptivo para visitantes, ponto de partida para visitas às praias, ao local da Primeira Missa, ao Museu do Índio e ao Comércio Pataxó. Seus cerca de 3.000 m² de área construída estão dividido em dois pavimentos. No primeiro funcionam 82 boxes comerciais, balcão de informações, banheiros, terminal bancário de autoatendimento e farmácia; no segundo, 22 boxes estão distribuídos em uma praça de alimentação, onde funcionam restaurantes, bares e lanchonetes. Equipamento comercial de uso público, o Terminal funciona, diariamente, das 9h às 19 horas.
Centro de referência da cultura indígena, o Comércio Pataxó reúne 54 boxes ocupados por índios, que comercializam apetrechos típicos, com destaque para peças de artesanato. No local, destacam-se, também, uma farmácia de ervas indígenas e uma agência de turismo, Aspectur, também indígena, que oferece passeios ecológicos e culturais para a Reserva da Jaqueira. No centro do prédio há uma área livre destinada a manifestações artísticas da cultura Pataxó.
A cultura indígena, de fato, tem destaque em Santa Cruz Cabrália. No Museu do Índio, uma exposição permanente retrata a arte do cotidiano em seus múltiplos aspectos: o interior de uma oca, o modo de dormir, de preparar e obter alimentos, de brincar, a socialização infantil, os cuidados corporais, adornos e pinturas, rituais, música e dança, os deslocamentos pelo território e a comercialização dos produtos, as diferentes modalidades de relação entre índios e brancos, desde o Descobrimento até as questões atuais. O local ainda dispõe de espaços dedicados às manifestações culturais, uma biblioteca, uma sala de leitura e uma área para exposição. Aberto, diariamente, das 9h às 18 horas.

Fonte. bahia.com.br
Fotos A. B. Santana

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